terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Mas que Po**a!!!


Semana passada estava eu, indo animadíssima para o "baixinho" (um churrasquinhos daqueles de rua, bem "xexelento") tomar umas pra descontrair.
Estávamos nós, animadíssimos, discutindo mil e uma coisas do trabalho, quando eu prendi o dedo indicador da mão direita na porta do carro! Rodivan sem ver, ainda ativou a trava elétrica e eu levei um baita choque!
Minha mãe disse que é impossível levar choque por causa de uma trava elétrica, mesmo estando com o dedo preso na porta. Ela diz isso porque não era o dedo dela que estava lá!
Ok, banquei a durona, botei um gelinho na mão e fui pra casa sofrer em paz.
Mal me recuperei da mão, e hoje, ao abrir a porta de casa (daqueles de correr, super pesadas), consegui a proeza de esmagar a unha da do dedo do meio do pé direito também.
Ficou tudo roxo, foi sangue pra tudo que é lado e dessa vez não deu pra bancar a durona. Soltei um palavrão daqueles BEM cabeludos. A vista ficou escura, eu cambaleei, ai..um inferno! Pensei que fosse morrer por causa da bendita unha esmagada.

Depois de tanto sofrimento com esses pequenos acidentes, decidi pesquisar na internet a relação entre sentir dor e chamar aqueles palavrões absurdamente insanos, e claro, achei umas coisinhas interessantes para partilhar com vocês.
Vejam só:

"

Falar palavrões pode ajudar a diminuir a sensação de dor física, segundo um estudo da Escola de Psicologia da Universidade de Keele, na Inglaterra, publicado pela revista especializada NeuroReport.

No estudo, liderado pelo psicólogo Richard Stephens, 64 voluntários colocaram suas mãos em baldes de água cheios de gelo, enquanto falavam um palavrão escolhido por eles. Em seguida, os mesmos voluntários deveriam repetir a experiência, mas em vez de dizer palavrões, deveriam escolher uma palavra normalmente usada para descrever uma mesa.

Enquanto falavam palavrões, os voluntários suportaram a dor por 40 segundos a mais, em média. Seu relato também demonstrou que eles sentiram menos dor enquanto falavam palavrões. O batimento cardíaco dos voluntários também foi medido durante a experiência e se mostrou mais acelerado quando eles falavam palavrões.

Os cientistas acreditam que o aumento do ritmo de batimentos cardíacos pode indicar um aumento da agressividade, que, por sua vez, diminuiria a sensação de dor. Para os cientistas, no passado isso teria sido útil para que nossos ancestrais, em situação de risco, suportassem mais a dor para fugir ou lutar contra um possível agressor.

O que está claro é que falar palavrões provoca não apenas uma resposta emocional, mas também uma resposta física, o que pode explicar por que a prática de falar palavrões existe há séculos e persiste até hoje, afirma o estudo.

"(A prática de) Falar palavrões existe há séculos e é quase um fenômeno linguístico humano universal", diz Stephens. "Ela mexe com o centro emocional do cérebro e parece crescer no lado direito do cérebro, enquanto que a maior parte da produção linguística ocorre do lado esquerdo. Nossa pesquisa mostra uma razão potencial para o surgimento dos palavrões, e porque eles persistem até hoje."

Um estudo anterior, da Universidade de Norwich, mostrou que o uso de palavrões ajuda a diminuir o estresse no ambiente de trabalho."

BBC Brasil.



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