O trio "Cabelos de Fogo". Denise, eu e Luara.
Olha que céu mais lindo!!!
Precisa descrever, não né?
Esse é o paredão onde a água escorre quando o açude enche muito
Pretendo escrever um bocadão sobre a viagem que o departamento de comunicação da UFRN promoveu para a disciplina de "comunicação e meio ambinete" no fim de semana passado.
Mas como estou sendo sugada pela universidade e pelo trabalho, acho que terei que fracionar essa missão!!
Percorremos algumas cidadezinhas do interior para conhecer um pouco mais sobre a natureza do local, bem como sua interação com o homem. Ótima proposta, não?
Bom, pra começo de conversa eu sou do interior de Mato Grosso. Cresci numa imanesa e linda fazenda, e conheci a belíssima Chapada dos Guimarães, e além de tudo isso, viajei de carro com meus avós durante um ano pelo país afora. Ou seja, já conheci muitos lugares lindos.
Essas fotos daí de cima foram tiradas no açude de Gargalheiras que fica em Acari.
O lugar é lindo de verdade. Não pelo açude em si, um açude é um açude e pronto, um grande lago artificial com uma queda d'agua que só rola quando ele enche bastanete. Não acredito que hajam muitas diferenças entre eles, mas esse é especialmente bonito pela paisagem forte ao seu redor.
A vegetação em torno é bem verdinha, o que proporciona um climinha fresco, o lugar é bem ventilado, ou seja, não morremos de calor. Existem umas elevações em volta que são incríveis.
Depois de percorrer uma estrada que quase não tinha mais fim, derrepende chegamos a aquele pedaço de paraíso. Fresco, gostoso de ficar e lindo.
A sensação de liberdade é indescritivel, tá só você alí. Você, aquelas pedras imensas, aquele lago enorme, o céu...é uma beleza tão selvagem, tão verdadeira que minha vontade foi de chorar.
Pense aí, passamos a vida inteira brigando, batalhando por uma casa melhor, um carro, um emprego melhor, roupas e perfumes caros...choramos e rimos umas 10 mil vezes ao dia por coisas banais, e derrepende você se depara com algo simples, natural, mas de uma beleza tão impressionante que sua reação é tribal. Gritar, urrar, chorar e rir muito.
Nada de medir reações. Naquele momento, liberei todas as coisas que estavam diluidas dentro do meu peito. Todos aqueles sentimentos crus, que ao longo do tempo vamos diluindo em doses generosas de conveniência, educação e outros rabos presos da vida.
Decidi: Quero fazer isso mais vezes.
Adoro essa agitação meio devagar da minha cidadezinha maravilhosa, Natal.
Mas as sensações ao me deparar com uma natureza tão visceral foram impactantes demais para eu diluir na preguiça!

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